ORIENTAÇÕES PRÉ E PÓS OPERATÓRIAS
Antes da cirurgia
1. JEJUM absoluto por 6 (seis) horas antes do procedimento cirúrgico. Isto é, não beber e não comer absolutamente NADA durante esse período.
2. CHEGAR à CLINICA e dirigir-se ao secretariado.
3. LEVAR TODOS os exames de imagem (Rx), análises e ECG.
4. Na avaliação pré-anestésica não esquecer de comunicar ao médico todos os antecedentes patológicos e a medicação que habitualmente efetua.
Após a cirurgia (no domicílio)
1. Caminhar sempre cumprindo as orientações para o uso do sapato aplicado.
2. Manter o Pé operado ELEVADO (para diminuir o edema), quando estiver em repouso.
3. Tomar a MEDICAÇÃO de acordo com a prescrição médica, respeitando sempre as dosagens e os horários recomendados.
4. Contactar sempre (pelos telefones disponíveis) o FOOT & ANKLE CENTER em caso de dúvidas.
5. Usar sempre o sapato recomendado 24 h por dia (mesmo durante a noite).
6. BANHO: proteger o penso e o sapato com saco ou filme plástico, evitando o contacto com a água.
CIRURGIA PERCUTÂNEA DO PÉ
Em 1990 o Americano Stephen Isham propõe uma técnica para o tratamento de Hallux Valgus, (joanetes), utilizando abordagens percutâneas mini-invasivas respeitando a fisiologia e a anatomia do pé. Em simultâneo, na mesma década, em Espanha, M. Prado e P. L. Ripoll usam e modificam esta técnica que, posteriormente e em conjunto, aperfeiçoaram e com excelentes resultados. E é assim que se desenvolve a Cirurgia Percutânea do Pé.
Cirurgia mini-invasiva do pé na qual os cortes ósseos (osteotomias) e as plastias de tecidos moles, para o realinhamento ósseo e articular, são feitos através de pequenas incisões, minimizando as perdas de sangue e o risco de infecção. É efetuada com anestesia local-regional, o que permite que seja feita em ambulatório e que o doente regresse a casa pelo próprio pé.
Vantagens
Cirurgia em ambulatório (sem necessidade de internamento prolongado).
Realizada com anestesia local.
Efetuadas pequenas incisões que reduzem as cicatrizes e complicações.
Não é necessário aplicar cravos ou parafusos para manter a correção.
Utiliza um intensificador de imagem de baixa radiação.
Marcha imediata após a cirurgia (o doente entra e sai da sala de cirurgia pelo próprio pé).
Não há necessidade de aplicar gesso (apenas se utilizam compressas e um sapato especial no pós – operatório.
Pós – operatório menos doloroso (a grande maioria dos doentes nos quais se realiza a cirurgia não tem necessidade de analgesia).
Permite o regresso imediato do doente às suas tarefas diárias e profissionais (com exceções).
O doente pode voltar a conduzir passado 10 dias.
Vantagens económicas: hospitalização de apenas algumas horas.
Riscos
Nenhuma intervenção cirurgia está isenta de riscos, sejam eles derivados da anestesia local, do tipo de intervenção praticada ou os próprios de cada doente.